Em sintonia com as dinâmicas que estiveram na raiz da sua criação, o Instituto Overmundo mantém uma linha de pesquisa no campo da economia da cultura, com o objetivo primordial de identificar, difundir e apoiar modelos inovadores de produção e distribuição nos quais o acesso às obras produzidas, o uso de tecnologias digitais, a sustentabilidade econômica e a descentralização das oportunidades de inserção no mercado convivem e reforçam-se de maneira equilibrada.
Ainda em 2006 e 2007 o Overmundo colaborou com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro (CTS / FGV) no desenvolvimento do projeto Modelos de Negócios Abertos – América Latina. Focado no mapeamento e estudo de modelos de negócios culturais em que os direitos autorais não constituem fonte de receita fundamental para o estímulo à criação e a remuneração dos criadores e demais integrantes das cadeias de produção e distribuição, o projeto realizou uma profunda pesquisa sobre o mercado musical do tecnobrega, em Belém do Pará, além de levantar e sistematizar mais de 20 outros casos inovadores no Brasil, Colômbia, Argentina e México.
Este esforço inicial deu origem a novas linhas de ação, voltadas ao acompanhamento da forma pela qual as políticas públicas relacionam-se com iniciativas com essas e à formulação de propostas para o aprimoramento desse relacionamento.
Com isso, ao lado da busca contínua de casos estimulantes com as características expostas, as atividades de pesquisa do Instituto concentram-se agora no monitoramento das ações governamentais e do debate público nas áreas das indústrias culturais, regulamentação da internet, propriedade intelectual e combate à pirataria. Esses focos visam permitir uma análise mais aprofundada dos custos e benefícios econômicos e sociais das diferentes políticas nessas áreas, e a elaboração de propostas que privilegiem o incentivo à inovação e à democratização de oportunidades nos mercados culturais.
Em todas essas frentes, o Instituto conta sempre com a parceria do CTS / FGV e o apoio do Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento – IDRC, órgão de cooperação internacional do governo canadense.